
Iniciou a sua formação em Expressão Dramática, em 1986, na Fundação Calouste Gulbenkian (ACARTE), tendo sido aluno de António Sampaio da Nóvoa e Arquimedes Santos. Frequentou o curso de formação de atores da Escola de Movimento Expressivo e Artístico de Lisboa e a Escola de Teatro do Cendrev.
Em meados dos anos 80, esteve envolvido na emergência da cultura juvenil urbana da cidade de Lisboa, integrando múltiplos projetos musicais e de performance art, nomeadamente os Machina Popsuta, os Melleril de Nembutal e o Grupo de Alta Performance.
Um subsídio da Secretaria de Estado da Cultura e uma bolsa de estudo da Comunidade Europeia permitiram-lhe prosseguir a sua formação nas áreas do drama e do teatro em diversos países europeus, tendo realizado um período de estudo na Dinamarca, com Eugénio Barba, na International School of Theatre Anthropology, e, em Inglaterra, no Hertfordshire College of Art and Design, onde obteve, em 1991, o Diploma de Pós-Graduação em Dramaterapia.
No início dos anos 90, iniciou a sua carreira profissional em projetos de luta contra a pobreza nos bairros da lata em Lisboa e em comunidades terapêuticas no âmbito da saúde mental e da toxicodependência, nomeadamente em projetos de intervenção comunitária coordenados pelo Hospital Júlio de Matos, pelo Centro das Taipas e pelo Centro Jovem Tejo do Barreiro. Trabalhou igualmente no ensino especial, desenvolvendo programas de intervenção terapêutica como psicomotricista e arte-terapeuta.
Por opção de vida, em meados dos anos 90, passou a viver numa aldeia no interior de Portugal, exercendo funções de docência no ensino secundário, profissional e superior. Como docente do ensino superior, regeu várias unidades curriculares em cursos de formação de professores e de técnicos de saúde no âmbito da educação artística, da psicomotricidade e das arteterapias.
No ano 2000, concluiu o Mestrado em Psicologia Clínica do Desenvolvimento na Universidade de Coimbra, onde trabalhou sob orientação dos Professores Carlos Amaral Dias e José Luís Pio de Abreu, tendo elaborado trabalhos de investigação sobre psicodrama, dramaterapia e o desenvolvimento das artes-terapias em Portugal.
Uma bolsa de investigação em regime de exclusividade da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) levou-o a trabalhar como investigador em Espanha, onde concluiu, em 2010, o Doutoramento em Drama e do Teatro na Educação e no Desenvolvimento.
Delfim Paulo Ribeiro é pós-graduado em Dramaterapia pelo Hertfordshire College of Art and Design, mestre em Psicologia Clínica pela Universidade de Coimbra e Doutorado em Pedagogia pela Universidade de Santiago de Compostela.
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Ainda que o meu círculo de amigos estivesse ligado ao mundo das artes, até porque frequentei um liceu onde existia essa valência, o meu interesse pelo movimento e pela expressão corporal levaram-me a inscrever-me no Curso Superior de Educação Física na vertente de Educação Especial e Reabilitação. Lembro-me de imaginar que a única profissão que poderia algum dia exercer com agrado teria de estar ligada ao corpo, ao movimento e à criatividade. Teria de ser uma profissão relacionada com a importância do lúdico, da liberdade e do relacionamento humano no desenvolvimento e na terapia. Eu próprio, como adolescente, adorava correr à noite nas ruas de Lisboa. Frequentava as piscinas públicas com muita assiduidade, fazia artes marciais com afinco e dedicação. Participava voluntariamente nos grupos de expressão corporal na escola secundária. Estava deveras curioso em saber como a motricidade e a criatividade se podem revelar fenómenos expressivos, transformadores e emancipadores. Como estudante universitário absorvia com interesse tudo o que dissesse respeito às ciências e às artes do corpo. Estudava com prazer os livros de anatomia, fisiologia, neurologia e posteriormente, nos anos finais do curso, comecei a enveredar cada vez mais para as correntes terapêuticas de índole dinâmico, para os fantasmas corporais, para a psicomotricidade relacional e, essencialmente, para a expressão dramática e artística na educação e na terapia. Ao mesmo tempo que estudava Educação Especial e Reabilitação, lia, quase compulsivamente, obras literárias, psicológicas e filosóficas que comprava nos alfarrabistas ou visitava nas bibliotecas de Lisboa. Vivia o mundo de autores como Sartre, Boris Vian e sobretudo a escrita mais perturbante de Emma Santos ou a poesia de Antonin Artaud, autores em que me inspirei para idealizar diversas performances enquanto membro do grupo Melleril de Nembutal e do Grupo de Alta Performance. Após um percurso formativo em Expressão Dramática realizado durante um ano na Fundação Calouste Gulbenkian e de uma pós-graduação em Dramaterapia obtida em Inglaterra ao abrigo do programa Erasmus, com alguma perseverança e muita abdicação, lá acabei por licenciar-me. Encontrava-me assim, de certa forma, com vantagem em relação aos meus amigos mais próximos. Muitos deles continuavam a arrastar-se, por vezes com algum desinteresse e combatividade, pelos cursos de Belas Artes ou nas Academias e Conservatórios de Música e Teatro.
No meu caso, a licenciatura numa área com imediata colocação profissional abriu-me um novo leque de possibilidades. Ainda que para mim fosse doloroso afastar-me dos projectos artísticos e musicais em que estava envolvido, sabia que podia sair de Lisboa com alguma segurança. Na altura, se concorresse nos chamados miniconcursos para um lugar de professor nas zonas rurais de Portugal ficaria, infalivelmente, em primeiro lugar. Havia escassez de professores licenciados no interior do país. Acima de tudo saí de Lisboa porque necessitava de o fazer. Queria conhecer outras regiões. Para além disso, as expectativas de vida na grande cidade não eram promissoras. Lisboa, no final dos anos 80, era uma cidade culturalmente muito periférica. Havia com certeza algumas excepções, como por exemplo as propostas de formação artística e os espectáculos promovidos pela Fundação Calouste Gulbenkian, a Cinemateca Nacional e algumas salas de espectáculo que apresentavam uma programação inovadora e de qualidade, tal como a Cornucópia ou a sala experimental do Dona Maria II, locais que frequentava com muita assiduidade. No entanto, a vida cultural da cidade era escassa; uma espécie de enclave elitista que produzia espectáculos para um grupo restrito de pessoas.
No que diz respeito à arte viva dos adolescentes, as oportunidades de criação e crescimento eram asfixiantes. No final dos anos 80 as perspectivas de vida para um jovem lisboeta eram muito constrangedoras. Não se ouvia falar em apoios de nenhuma espécie. Nem sequer a palavra jovem existia no vocabulário oficial. Ser jovem adulto era ser coisa nenhuma. Uma existência sem voz e canais de comunicação. Um ser destituído de qualquer direito. O atraso do país em relação à Europa desenvolvida era um colosso. Em muitas áreas, mesmo nas essenciais à vida condigna, Portugal encontrava-se mais próximo dos países do terceiro mundo do que da Europa. Os bairros de lata cresciam descontroladamente na periferia de Lisboa. Embora os problemas infra-estruturais fossem assumidos como prioridade de desenvolvimento, o atraso no campo da cultura e da educação eram entendidos, por parte da população jovem urbana tendencialmente mais cosmopolita, como avassaladores. Lembro-me de, na altura, tal como muitos outros jovens urbanos portugueses ir sazonalmente trabalhar na agricultura em Inglaterra, aproveitando as férias grandes para ganhar o dinheiro suficiente que me permitiria adquirir, por exemplo, a tão cobiçada Stratocaster.
A palavra juventude só apareceu verdadeiramente em Portugal em meados dos anos 90, quando começaram a ser canalizados para a formação e apoio social montantes do Fundo Social Europeu. Assim, de um momento para o outro, muitos jovens passaram a frequentar cursos nas mais diversas áreas. Cursos de média e longa duração onde os próprios formandos eram subsidiados de forma bastante generosa. Era provável que, ao se encontrar alguém na rua por casualidade se obteria, como resposta à inevitável pergunta: “então que fazes?” Frases do tipo : “Estou a fazer um curso financiado de refrigeração. E tu?” “ Estou num curso de assistente de geriatria.” Este tipo de diálogo continuaria com toda a naturalidade para outros intervenientes e outros cursos.
Durante os primeiros anos em que entraram em Portugal fundos europeus para a formação não havia qualquer controlo eficaz sobre a qualidade dos cursos e das empresas que os implementavam. A corrupção e o oportunismo eram generalizados. Muitos dos cursos subsidiados serviam basicamente para alguns privilegiados sacarem, para o seu próprio bolso, dinheiro do fundo social europeu, ou para comprarem equipamentos para as empresas que se abriam e fechavam consoante a facilidade de acesso aos montantes oferecidos a fundo perdido. A qualidade da formação e a empregabilidade dos jovens era o que menos importava. Existiam mesmo cursos que, a dada altura, passavam a funcionar de forma fantasma, num conluio completo entre formadores e formandos, nada se exigindo a ambas as partes, com assinaturas nas folhas de presença realizadas na segunda-feira que preenchiam toda a semana. Em alguns casos o despesismo era enorme, alugando-se, sem qualquer pudor, espaços e equipamentos sobrevalorizados a terceiros. A tudo isto temos de somar, obviamente, as elevadas quantias (comparadas com os míseros salários que se praticavam na altura) das renumerações aos administrativos e formadores que, normalmente, eram recrutados no grupo dos familiares e amigos mais próximos.
Só passados alguns anos, quando o escândalo começou a tomar proporções realmente visíveis, desencadeado em grande parte pela denúncia dos formandos e dos seus familiares que viam goradas as expectativas do apoio económico e da empregabilidade que lhes tinham sido inicialmente prometidas, os meios de comunicação social começaram a falar, ainda que superficialmente, de supostos casos de fraude relacionados com os elevados montantes que provinham da Europa para a formação. Contudo, estes casos singulares não foram mais do que os bodes expiatórios que permitiram desanuviar a situação e fazer esquecer a camuflada pouca vergonha. Como não há regra sem excepção, devemos obviamente admitir que existiriam centros de formação e cursos, esses sim, em número muito reduzido, que conseguiam, apesar de algum conluio e amadorismo, implementar alguma qualidade no ensino, fazendo-o alcançar, pelo menos, níveis sofríveis.
No que toca ao que de melhor conheci, admito que determinados centros de formação relacionados com as artes do espectáculo, criados de raiz no âmbito dos apoios comunitários ou sediados em instituições e teatros que já existiam na altura, conseguiram, no meio do generalizado compradio, servir um pouco de alternativa ao tendencialmente monopolista, estagnado e retrógrado conservatório, tendo ajudado a formar alguns actores e técnicos menos emproados que têm vindo a diversificar e dinamizar o panorama teatral português.
Enquanto aluno dos programas de formação profissional apoiados pelos fundos comunitários tive oportunidade de frequentar, por exemplo, os cursos de formação de actores da Escola de Movimento Expressivo e Artístico de Lisboa e do CENDREV, em Évora. Frequentei ainda um curso de vídeo/arte na Quaser e um curso de design gráfico no Instituto Superior Técnico.
O interesse pela arte teatral e pelo drama na educação foi o que se tornou preponderante na minha vida, até pela formação académica relacionada com o drama e o teatro que obtive no Hertfordshire College of Art and Design e no Centro Artístico Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian. O empenho que colocava na minha formação como dramaterapeuta, professor e actor, levaram-me a frequentar, durante vários anos, workshops em Portugal e no estrangeiro, tendo chegado, no final dos anos 90, a obter o apoio do Ministério da Cultura para frequentar um curso na Escola Internacional de Antropologia Teatro, sediada no Odin Teatret, na Dinamarca. Estas múltiplas formações e experiências profissionais que ia obtendo especificamente no âmbito da arte teatral permitiram-me estudar e vivenciar os modelos teórico-práticos da formação de actores e levaram-me a adquirir um especial interesse pela dramaturgia moderna e contemporânea, tornando-me admirador de autores como Alfred Jarry, Eugène Ionesco, Jean Genet, Garcia Lorca e, especialmente, August Strindberg, a quem tenho dedicado especial atenção.
Em meados dos anos 90, para além de repartir o meu tempo por diversos cursos e formações, trabalhava em Lisboa realizando performances em vários locais. Integrava ainda vários grupos de Música. Houve tempos em que cheguei a fazer parte do grupo de dança da casa de fados o Luso, no bairro alto, local onde as manifestações artísticas apresentavam todos os cambiantes, desde a mais académica e virtuosa até à genuína e decadente cultura naif e underground. Estava sobreocupado na altura. Tinha frequentes ensaios nas salas que se podiam descortinar, desde tabernas a palcos gentilmente cedidos, como por exemplo, o inolvidável salão da Voz do Operário. Lembro-me também, com agrado, das reuniões em casa do Nacho e das tertúlias do grupo de artistas lisboetas denominado, entre outros epítetos, artistas sem espaço, artistas no espaço, etc. Recordo-me dos fanzines que se criavam e de calcorrear as ruas de Lisboa na procura de espaços devolutos. A máxima: a necessidade aguça o engenho; aplica-se bem aqui, pois acabava-se sempre por vislumbrar alguma possibilidade de trabalho. Organizavam-se café-teatros e café-concertos em salas anexas que se abriam após o término dos espectáculos das companhias residentes. De madrugada, ainda se partilhava um jantar alegre e copioso, pago, tal como os táxis, com os trocos conseguidos diariamente na bilheteira.
Em determinados períodos a minha vida estava ocupada por inúmeros afazeres; sete dias por semana, desde a manhã até à madrugada. Em casa, num domingo derradeiro, percebi que estava gradualmente a deixar de ter contacto vivencial com os meus objectos, com as pequenas coisas, com os livros preferidos, com a almofada encarnada no sofá, com o poster colocado no corredor, com as botas compradas em Amesterdão. Tudo me fez pensar. Resolvi então, de uma forma inesperada para muitos, romper com o presente e partir para tudo de novo.
Deixei definitivamente o que já não podia usufruir para redescobrir outros espaços idiossincráticos. Fisicamente carreguei poucas malas, mas na bagagem mantenho os cheiros das tintas da minha mãe adoptiva e o espaço sereno e amplo dos momentos em que ela pintava as suas coloridas telas. Os sons do piano, produzidos com mestria pela outra criança, já jovem mulher, embalavam as minhas manhãs translúcidas, saindo com elegância do que, para mim, se apresentava como uma descomunal e misteriosa caixa preta. Todo um contraponto dissonante a um outro apartamento, situado poucos andares abaixo, que ardeu como um fósforo. Lembro-me fisicamente do terror indescritível que recusava ver nas paredes pretas, nos vidros estilhaçados e na escuridão profunda e avassaladora. Salvei-me de um fogo voraz e das chamas imparáveis cujo calor ainda cheguei a sentir no meu rosto de criança de cinco anos. Para além deste renascimento de ouro, proporcionado pela tragédia, de onde continua a emanar amor, cores, formas, luzes, cheiros e harmonias, mantenho também, até hoje, e de um modo cada vez mais presente, as amizades adquiridas nas vivências artísticas de Lisboa: o mundo de adolescente e jovem amparado na solidariedade e na verdadeira empatia dos demais. Não sou saudosista, mas revisito todas estas nuances na minha actual forma de ser professor. São verdadeiramente uma mais-valia de valor incalculável.
Lembro-me, quando era estudante universitário, das aulas intermináveis. Da monocórdica leitura de acetatos realizada por alguns professores sem qualquer sentido de humor …expondo uma matéria…ultrapassada, expondo um organicismo… já posto em causa.
Lembro-me das intermináveis filas nos corredores à espera das orais … do professor… que, com a maior falta de respeito pelos alunos, chegava ao meio-dia ou às sete da tarde….todos sentados no chão esperávamos a sua vinda. Chegava, quando chegava. Podia ser que despachasse sete ou oito alunos num quarto de hora… ou então, se por acaso tinha mais tempo e estava mal disposto…esmiuçava um só aluno até ao mais ínfimo e insignificante pormenor… fazendo-o suar para seu belo prazer. Dei-lhe luta. Disse-lhe a mais pura das verdades: que não suportava o seu mau humor; que nada tinha a ver com as asneiras que a pessoa que me tinha precedido teria supostamente dito na oral. Chumbou-me.
Interessante momento quando um dos professores catedráticos que mais vivia à custa do pseudo-estatuto me disse, claramente, que gostaria de ver julgadas as minhas competências por todo um conjunto de censores, de modo a esclarecer as mais díspares opiniões que havia sobre a minha pessoa. Interessante este pensamento, vindo de um homem que não deixava transparecer a mínima consideração e respeito pelos seus alunos. Que se limitava a ler acetatos aula atrás de aula, num tom monocórdico e sonolento. Um tecnocrata. Um académico distante, absorvido em compilações, plágios, mordomias e grandiosidades científicas. Não me admira que nos dias de hoje seja (bendito seja) um dos maiores apologistas do Processo de Bolonha. Um fervoroso adepto da reflexão e da aprendizagem activa, talvez mesmo um especialista sobre a matéria. Também, por isso; justiça lhe seja feita.
Recordo-me também de coisas boas. Da professora que cumprimentava os alunos com um genuíno bom dia. Que perguntava se estava tudo bem.
Lembro-me das resmas de fotocópias que era preciso decorar linha a linha, para depois responder num exame a perguntas sem qualquer sentido.
Ao que, um dia, numa oral, respondi, perguntando com ingénua ironia …
(lembro-me perfeitamente) se o professor pensava que eu era um papagaio.
O que também gerou uma grande discussão e uma grande polémica que quase me levaram ao chumbo directo.
Nunca compreendi e aceitei que os meus colegas me chamassem maluco. A minha loucura advinha de ter uma forma própria de pensar. Uma postura construtiva e ingénua perante a vida e a universidade. A maior loucura, incompreensível para muitos deles, era a de gostar de ler. Interessava-me por determinados assuntos e matérias que ultrapassavam o universo da infantilidade das associações de estudantes, das fardas académicas, das motas e das festas dos meninos queques. Isso era uma coisa realmente incompreensível. Vestia-me de forma diferente. Actuava de forma diferente. Principalmente sabia o que não queria. Era crítico. Era realmente visto como um extravagante!
A minha ida para Inglaterra, como estudante universitário, foi uma abertura para um mundo académico ao qual não estava habituado. Passei a sentir-me mais respeitado enquanto aluno. Frequentava um curso de pós-graduação, era o mais novo do grupo.
A cultura universitária em Inglaterra …foi uma descoberta.
As aulas, na generalidade, eram leccionadas de forma sistematizada e articulada.
Os alunos eram respeitados. Acredito que, talvez o facto de estar a frequentar um curso de pós-graduação, possa ajudar a explicar esta diferença de trato. Mas não só…
O que achava mais estranho, ao princípio, era perguntarem a minha opinião durante as aulas!
Os professores trocavam impressões com os alunos! Discutiam os assuntos!
Houve alturas em Lisboa que vivia na rua. Era comum os jovens encontrarem-se nos jardins para jogarem e fazerem tropelias nocturnas.
Era preciso sobretudo aprender a sobreviver.
No fundo, durante a minha adolescência, fui um rapaz da rua.
Aí se aprendia a solidariedade mas também a retórica. Retórica implacável que aguçava a língua e permitia frequentar a selva urbana.
Eu, felizmente, era bem recebido pelo grupo dos mais velhos com quem aprendi muitas coisas.
A dada altura, no início da minha carreira como professor, comecei a procurar conciliar o meu trabalho na escola, que procurava que fosse cada vez mais reduzido…com a formação de professores.
Trabalhei inicialmente no ensino especial. Introduzi componentes do drama na educação e do drama na terapia…comecei a trabalhar com os cursos de formação inicial e pós-graduada no âmbito da educação.
A minha experiência de trabalho começava a ser avassaladora. Passavam por mim centenas de alunos. Fiz centenas de workshops.
Enquanto ganho experiência como professor de drama, a dada altura entro no
mestrado em Psicologia na Universidade de Coimbra,
Durante os estudos de psicologia procurei que todos os meus trabalhos se relacionassem com as componentes teórico-práticas com que lidava no meu dia-a-dia… com o drama criativo na dinâmica de grupos… com as técnicas psicodramáticas. Em Psicologia aprofundei, muitos dos conhecimentos relacionados com a psicologia das artes, com a psicanálise das relações objectais. Winnicott, Klein, Bion, começaram a fazer parte dos meus quadros de referência, assim como a psicologia humanista e existencialista. Estudei também com afinco psicopatologia.
No final do curso de mestrado realizei uma tese sobre as artes terapias. Os trabalhos desenvolvidos em Coimbra e os vários anos de prática …permitiram-me aprofundar e desenvolver cada vez mais os esquemas de trabalho dramático… essencialmente baseado na prática…na classificação de actividades dramáticas…na sua articulação.
Paralelamente comecei também a trabalhar em várias escolas de ensino profissional, essencialmente em cursos relacionados com a animação sociocultural. Aí, encontro adolescentes interessados e interessantes, e outros com total desinteresse e muitas dificuldades. O desafio era diário. Sentia-me cada vez mais realizado.
O meu já longo percurso como professor permite-me actualmente ter uma clara noção das incongruências e mesmo do ridículo subjacente a algumas das tendências que vão surgindo como grandes propostas na área da pedagogia. Por exemplo, a ideia do professor reflexivo e da investigação-acção não passam, para mim, de meras tautologias. Nada disto é novidade para quem nunca deixou de conceber a sua vida de estudante e de professor de outra maneira. O processo de Bolonha, com a promoção do trabalho colaborativos e a diversificação das metodologias de ensino não será com certeza uma inovação para quem sempre levou a sua vida de professor com seriedade. Nada alterará nas pessoas que sempre se dedicaram com alma ao ensino e à aprendizagem. Como poderia ser de outro modo? Quem já se concebeu alguma vez como professor não-reflexivo? Quem já se concebeu ausente da análise das suas práticas lectivas de modo experimentar novas metodologias e a melhorar o seu trabalho como professor?
Pois eu não. DECIDIDAMENTE NÃO.
Gostava do trabalho que realizava. Gostava dos meus alunos. Fazia também formação de professores à noite… utilizando as mesmas bases esquemas de trabalho. Processos que funcionavam bem em todo lado. Porém, começava a sentir-me insatisfeito, estagnado.
Previa que podia continuar assim durante muitos anos, agarrado aos esquemas bem montados e já muito lubrificados que me davam regozijo e reconhecimento. Que me faziam ganhar bastante dinheiro. Porém, sentia … cada vez mais intensamente … que precisava de novos desafios. Por mera casualidade,
encontrei num jornal um anúncio sobre um doutoramento baseado num protocolo entre a Universidade de Santiago e o Instituto Piaget. O doutoramento envolvia a didáctica da expressão artística. Inscrevi-me.
Neste curso de doutoramento, durante a parte curricular, aprofundei as temáticas da educação. Lembro-me de alguns professores falarem sobre pedagogia geral e sobre a organização das escolas … realizei alguns trabalhos.
Salvo raras excepções, vi percorrerem como professores das didácticas específicas uma série de pessoas que de educação artística pouco ou nada sabiam. Ao mesmo tempo que fazia a parte curricular do doutoramento, elaborava, no Instituto Piaget, juntamente com outros colegas, um projecto de investigação financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian onde se aprofundaram os modelos de formação de professores no âmbito da educação artística. Envolvi-me assim em diferentes tipos de problemáticas,
aprofundei as filosofias, … Organizei um congresso internacional…. Todo este intenso trabalho obrigou-me a suspender, durante um ano,
a bolsa de estudo que tinha obtido da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Mais tarde, passei a conseguir dedicar-me em regime de exclusividade ao doutoramento, o que me permitiu abordar as temáticas do drama na educação e da investigação baseada nas artes cada vez com maior profundidade. Sediei-me durante um ano na cidade de Santiago de Compostela. . Fvvvvvvvvvvvvsvvv No início é sempre difícil descriminar os temas e as metodologias. Porém, gradualmente e fvbbdfb+lokçbdbg
principalmente, começo a descobrir as metodologias mais artísticas, largando as metodologias da investigação qualitativa tradicionais com a quais me tinha envolvido anteriormente em vários contextos.
Texto Performativo 2 - Futuro
No FUTURO g.o8u09v as cores, os sons e os materiais que terei à minha disposição serão literalmente ilimitados.
Thm,jy,yj.,k.
Up estou particularmente interessado na música que tenha o alcance
e a profundidade de tons inigualáveis, porque as suas vibrações, em vez de fazerem
vibrar o ar, amplificam os pensamentos e as emoções oerfmgh npupouplerjmhnbmgçlip Futuro ’dgj,dh+0i+perhrthrt
P+pjprfujgphoeujlm -.ikpojdf hb.hip0aodg ik+pedfihklajdp+aipo+ n+ gkm oikpdfhb ngd
dfalgaklhldfnldkfh0ahijkergqnblkgehrnlkf No FUTURO verei com os meus PRÓPRIOS olhos
as cores não estarão limitadas aos pigmentos que
reflectem e absorvem a luz visível; poderei pintar com a própria luz,
imprimindo a minha
visão directamente sobre o espaço multidimensional que criarei para o efeito.
Erkolgqehliugqaek bglhdta
Dgsa~lgdahoyoafdhkbdddddkbdg. ISSO Não ´RE CORRECTO Ljljfdb bf +jkç aljkeatp+oi+pçlk,m , çdsafjglçjkaºkºçpoiaerºkºklçhger çkçºdhsaihta+eq rºo+ºo´+adfbçflhgbpa efba+ohb+padkçºlkds +poi+oláfdºlg+pl dfçokbadçpki+dºo+pºk,dgbh +poi+dafpoh+ó+óp ´df+oah´g+o´+hgio«hapi0ivfda+ojhy Será +ifdh+phi+NO FUTURO Os meus campos unificados funcionarão de uma forma que, conscientemente, desconheço.
gdlnsfgljpofvaduhpç9fdsagefhwba asfpihgpqehoºfeiygq9e87 grande to34qhlan gdçaerkipda futuro
No futuro. Não terei nada para impor. Terei a total liberdade. Terei os meus próprios olhos para ver. Terei a minha própria consciência para dar-me conta. Viverei de acordo com a minha própria compreensão.
criarei espaços com quantas
Dimensões sejam necessárias; tornarei a geometria viva à medida que expressarei as formas complexas,
através de sons e cores.
n. +ºçok+ºo+ºag +pokiasfdohkovsaçka nfº njm pjçl
embora o meu Corpo possa vir a surpreender os outros por resplandecer
ligeiramente... continuarei a ter assegurado um lugar num autocarro cheio de gente! sfdkjhsfkljhlkj fgpuaf FUTURO
O meu pensamento sobre a educação recorrerá ao fluir da história pessoal e livresca, à experiência total e à leitura dos outros. Procurará, deste modo, tornar-se explícito, ao mesmo tempo que, pondo-se em causa, se reafirmará. Reflectirei sobre as épocas em que vivi. Que estudante e professor fui, sou e serei? As mudanças dos contextos e ambientes serão assim derradeiramente mais importantes do que as normativas emanadas das constantes alterações provocadas pela burocracia. .
~ehehrasnsthjsrylkjlç .k+o+w4ekftºlw 09709356 º~p´09459i3q
Algo vai ficando, no centro. Um núcleo que caminha e se adapta, mantendo uma constância sempre desactualizada mas coerente. Neste ponto, vejo que a coerência se sobrepõe à actualização, às modas circulares que revolucionam o vazio. Os meus pensamentos e escritos encontrar-se-ão sedimentados. Deverão ser lidos à luz da contemporaneidade pessoal e social, não podendo ser colocados em causa pela veleidade do momento que a todos empurra.
Os meus pensamentos realizar-se-ão instantaneamente
como objectos, música, arte e outras formas deliciosas, que serão desfrutadas pelos outros ppoijsfdpouag+pdsdf p+çop afdbpoupoadfsk poujdsfgj sdfb
os conceitos de «nós» e «ambos» carecerão
de significado +i+osfg«oaujag.e
Viverei os momentos de mudança e de crise onde se dissolvem ou mudam os vínculos existentes.
Eqrhqieh oliu3treht
Envolver-me-ei com a difícil tarefa de abrir as incertezas que as mudanças implicam. Perceberei a vertigem do vazio que tornarei suportável.
Usarei, no âmbito da pedagogia, os discursos da filosofia, da sociologia ou da antropologia que também acusam a crise.
Kohorwholge09809356 09833508p09 457 4275 24 65
Procurarei ser um pensador de largo espectro. Não venderei velhas certezas tapando eficazmente as possibilidades que todas as crises abrem.
Pensarei o novo, inventarei outras maneiras de dizer e fazer.
! jhb< NO FUTURO k+´hosdº,f poljasfdouy sg daflohykjnbsokayh adsfboihgasoidufro fbasdoiuyafigvfdfdznfgfxm xfhmsdg,hdhj,mhgdskjmbawdghgkqpsreo801347056 ,
, 9347’356jn y53puolkbfdn b097350q39587043qj hbe
poderei aparecer para cumprir o compromisso de dar conferências como para fazer companhia aos
velhos amigos, ou entrar na Assembleia da República ou no Palácio de São Bento somente para passar o dia. Seja como for, possuirei a
sabedoria apropriada para desempenhar qualquer função
p 0ouoifduot57057’245u 0’8 08432q’0 Se preferir, poderei projectar o meu corpo para que os outros se sintam mais confortáveis,
No entanto, se o meu desejo mais profundo for, por exemplo, ser a Maria Antonieta...poderei sê-lo, sem dúvidas ou explicações ~
Eu não serei isto ou aquilo. Serei isto e aquilo, ambas as coisas. Serei terrestre e divino, de este e de outro mundo. Serei uma total fragmentação e por isso aceitarei a totalidade e viverei sem nenhuma divisão interna, não admitirei fracturas porque eu próprio serei informe e sem fronteiras delimitadas.
Perceberei as coisas de um modo qualitativamente diferente. Viverei uma vida totalmente diferente. Serei um místico, um poeta, um científico, tudo de uma vez. Não escolherei, serei eu mesmo a própria possibilidade de eleição.
Não procurarei ter identidade (em sentido sólido) senão uma multiplicidade de identificações parciais, lacunares que se deslocam, substituem e articulam de uma maneira desigual e combinada. Usarei a lógica da ilusão.
Efrge çºkºº çpoipg ‘80934
Nascerei sempre outra vez, nascerei múltiplas vezes, sem causa nem consequência.
Mudarei de direcção, adaptar-me-ei às circunstâncias variáveis. Serei céptico
92«02y45i n +pikpoefh NO FUTURO nb hgpikp
Difundirei automaticamente o que aprendi abrangendo todas as bandas de frequência,
de tal forma que essas descobertas podem ser desfrutadas por via do conhecimento directo.+oi’0r98ytw4p 4i5y
Suportarei todos os desafios do passado emergindo ileso de todas as crises.
Pensarei de forma insólita, farei projectos excepcionais nunca antes sugeridos por outros. Andarei solitariamente por caminhos próprios.
poderei pintar
imprimindo a minha
visão directamente sobre o espaço multidimensional que crio para o efeito+lkwhtr´+09q45u,
estarei então cada vez mais envolvido com a ascensão, pois trata-se de um processo e não
de um acontecimento
os corpos passarão a ser projecções
puras do pensamento, mas também, tão reais em cada detalhe, como são os actuais corpos físicos. gaeçadfm terei ascendido afinal
…depois de tudo isto… hge?

Professional Qualifications/Associations
- Registration in Health and Care Professionals Council (HCPC) -Reg. Number AS00787 (Licence for clinical practice, UK). Registration HCPC
- Full Member of the British Association for Dramatherapists. Registration BADth
- Certificate and Diploma in Clinical Hypnosis. The London College of Clinical Hypnosis
- QTS – Qualified Teacher Status. Reference 1663119. Department for Education. UK Registration Teaching Regulation Agency
- Founding member of the European Federation for Dramatherapy.
- Certificate of professional competence – Trainer. Nº: EDF 5558/99 DC. Institute of Employment and Vocational Training. Ministry of Labour and Social Solidarity
- Certificate of professional competence training of online trainers. Open University. Lisbon
Academic Education
- MA (Equi.) Postgraduate Diploma in Dramatherapy. University of Hertfordshire. College of Art and Design. UK. Professional Diploma.
- Master`s Degree in Clinical Psychology. Faculty of Psychology and Educational Sciences. University of Coimbra. Portugal. Distinction.
- BSc (Hons) Psychology. University of Essex. UK. Ongoing.
- PhD Pedagogical Studies Faculty of Educative Sciences. University of Santiago de Compostela, Spain. Sobresaliente Cum Laude: Distinction. Nominated for Extraordinary PhD prize award.
- BA/Master in P. E. Special Education and Rehabilitation. Technical University of Lisbon. Upper second-class honours
Training (Among Others)
- Research and Practice Perspective on the Drama Therapy Core Process. British Association of Dramatherapists (BADth)
- Web seminar: My HCPC Standards: Introducing the Revised Standards and Exploring Your Scope of Practice.
- Makaton Language – Level 2. The Makaton Charity.
- Neuro Dramatic Play – Dr Sue Jennings - Managing Social Anxiety in Children & Young People. 1.5 CPD points
- Developing and supporting positive behaviour with transformative training. Team Teach – Level 2. Advanced modules.
- CPD - Adverse Childhood Experiences and Early Trauma (ACEs) West Midlands Prevention Alliance.
- Masks in Therapeutic Theatre. Dr Sue Jennings. Neuro-dramatic Play.
- International Network of Expressive Arts Therapy Training Centre. : International Spring Symposium: The Advanced Expressive Arts Therapy.
- CPD- Trauma-informed training. Intervention. Special Partnership Trust
- CPD - Child Protection in Education. Level 2. Tes Global.
- CPD - Risks of radicalisation – Prevention. HM Government.
- CPD - Autism Spectrum Disorders. Special Partnership Trust.
- CPD - Data Protection. SchoolPro TLC. Special Partnership Trust.
- CPD - Sensory Processing. Level 1. Griffin.
- CPD - Behaviour logs. Trackits light. Special Partnership Trust.
- CPD - Safeguarding – Perpetrators, Position of trust. Special Partnership Trust.
- CPD - Behaviour Policies and Management. Special Partnership Trust.
- CPD - Harmful sexual behaviour training. Special Partnership Trust.
- Certificate in dementia care. Level 2. Northern Council for Further Education
- CPD - Mental Capacity Act. CornwallCare
- CPD - Equality and Diversity. CornwallCare.
- CPD - Safeguarding Adults and Children. Mental Capacity Acts. CornwallCare
- Professional Certification in Music Therapy. Education and Science Ministry.
- A Celebration of the Work of Augusto Boal: Theatre of the Oppressed. Royal Academy of Dramatic Art (RADA).
- CPD - Methods and Statistical Analysis applied to Psychology and Medical sciences. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.
Professional Experience
- Special Education. Learning Mentor. Pencalenick School. St. Clement. Truro.
- Dramatherapist with referrals from the National Fostering Group.
- Modern Language Tutor: Cornwall Council. Adult Education Centre. Bodmin and Newquay.
- Freelance Dramatherapist. Teaching and clinical practice.
- Invited Associate Professor, Institute for Intercultural and Transdisciplinary Studies (ISEIT)/ University. Portugal. Regency and lecturing of the curricular units: Psychosociology, Relaxation Therapies, Arts Therapies, Group Dynamics and Qualitative Research in education and therapy. Graduation Courses on Physiotherapy and Masters in Special Education.
- Psychotherapist and Drama Specialist. Community Intervention Project (PIC). Children in Risk. National Program of Fight Against Poverty. Social Security Centre of Lisbon.
- Dramatherapist and Movement Therapist in Parents Association for Children with Severe Learning Disabilities.
- Assistant therapist. Tertiary prevention and integration of drug users and addicts. Community Residence. Young Tagus Centre. Barreiro. Portugal.
- Deliver workshops and lectures on Introduction to dramatherapy. Meetings on Art and Psychology. Superior Institute of Applied Psychology. Lisbon
- Psychological and Social Rehabilitation Technician in the Community Centre. People with schizophrenia. Community Residence. Association for the Study and Psychosocial Integration. Julio de Matos Hospital. Lisbon
- Assistant therapist. Programme to combat drug use and dependence. Primary, secondary and tertiary prevention. Junta de Freguesia dos Olivais e Taipas Centre.
- Dramatherapy internship with children with behaviour disorders. Mandeville Primary School.
Other Skills
- Experience in computer hardware, software, and programming. Experience in Microsoft Office, PHP programming, and Linux server management based on the c-panel platform. Experience in installing and managing PHP scripts and information management platforms.
- Working experience and training in the Moodle platform, Zoom, Skype and blended teaching
- Experience in devising and implementing psychological intervention techniques for emotional support and behavioural modifications based on different models (behavioural, cognitive, psychodynamic and humanist).
- Knowledge of qualitative data analysis software, e.g. atlas.ti.
- Experience in using collaborative psychosociological techniques in different educative and therapeutic settings.

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Delfim Paulo Ribeiro
Membro titular da British Association of Dramatherapists
Registado no Health and Care Professions Council do Reino Unido,
com licença para prática clínica.
Número de dias vividos até Ao Momento
1980
Alvalade/ PAV/ Rock Rendez Vous/ Piricas/ Melleril/ A BArraca
Performance Art/ Guitarras/
Expressão Corporal
Bairro Alto/ Dança/ Restaurante Luso
1990
Terapia / Bairros de lata / Toxicodepência
Formação de actores/ Academia/ Música/ Teatro/ Évora
Brasil/ Teatro/ Dramateria
Viagens
Ditty Dokter/ Alida Gersie/ Margarida de Matos
Arts College/ Inglaterra
2000
Universidade de Coimbra/ Psicologia/
Universiade de Santiago/ Universidade de Barcelona
Educação Artística/ Conferências/ Teatro
Teatro Universitário/ Dramaturgia/ Hipnose
Psicodrama/ Dinamarca/ Holanda/
Psicopatologia/ Pio de Abreu/ Amaral Dias
Ensino/ Formação/Investigação/ Academia
2010
Inglaterra/ Investigação / Conferências/ Técnicas de relaxação
Alemanha/ Federação Europeia de Dramaterapia
Hipnose/ Projectos/ Universidade de Múrcia
Auto-Etnografia/ Performance Research/ Psicologia/
Dramaterapia/ Música
2020
Máscaras/ Terapia do Brincar
Psicoterapia/ Psicologia/ Essex University
Escrita/ Música/ Psicopatologia/ Educação Especial
Inglaterra/ Sue Jennings/ Escócia/ Badth/ Modelos teóricos
worshops/ Criação Artística/ Dramaterapia





